Fotografar é eternizar momentos !

October 18, 2015

 

Desde pequeno tive fascinação por fotografia, não cansava de folear os álbuns de meus avós, sempre questionando, quem é este, onde é isto, quando foi esta? E assim, ao longo do tempo, fui “emprestando” estas fotos e colecionando as mesmas. Era uma maneira de guardar a lembrança até mesmo daqueles que nunca conheci através deste maravilhoso registro fotográfico.

 

Venho de uma geração e de uma classe econômica que fotografia era investimento de luxo, meus pais nunca tiveram uma câmera, meus avós então nem pensar. Os parcos registros que a maioria das famílias tinham, eram fotos de lambe-lambe tiradas de algumas viagem, fotos de binóculos fotográficos que tiramos quando algum fotografo itinerante batia a casa da gente e ofertava, um retrato, um pôster ou qualquer coisa do gênero.

 

Dos meus avós salvei o retrato do casal que ficava na parede da sala, um pesado porta-retratos de madeira trabalhado a mão, com um vidro tão grosso, que parece que a foto foi envolta em resina. As fotos são lindas e mais se parecem com uma pintura, não conheço o processo que se usava na época, mas o resultado era fantástico. Ainda tenho também um porta-retratos de uma foto de infância, numa moldura que lembra porcelana, uma foto com cinco poses, uma composição em PB, era o máximo que podíamos ter de toda infância. Depois vieram o advento dos posterers, impressões em papel fosco numa moldura de madeirite de tamanho 100x50cm. Não posso deixar de falar da foto binoculo em cima de uma mini charrete puxada por um carneiro ou um bode pintado em várias cores.

 

Os álbuns de fotos eram pesados livros de papelão, com capas almofadas e um marcador em forma de pompom, as fotos presas em cada lamina com presilhas brancas em cada canto da foto, protegidas por uma folha de papel de seda, fotos de casamento, de aniversários, encontro com parentes, viagens ao litoral, a foto do carro novo do papai, tudo muito bem acondicionado no álbum e bem guardado no guarda-roupas da mamãe, esperando amigos ou parentes visitantes para ser novamente foleados com delicadeza e sem pressa. 

 

 

Com a popularização das câmeras compactas a filme nas décadas de 90, tais como as Kodak, Yashica, Canon, Nikon, etc e a facilidade da revelação de filmes, as fotografias ficaram bem mais baratas e caixas e caixas vazias de sapato, passaram a guardar vários álbuns de papel e plástico com fotos da família brasileira, álbuns magnéticos com películas de plástico passaram a salvar os registros familiares e passaram a conviver com os livros da estante da sala.

 

Hoje a maioria dos celulares detém nem que seja uma câmera básica, que permitem registrar selfies, famosos, lugares, viagens, etc. A variedade de câmeras, desde as mais compactas até as mais profissionais estão disponíveis nas melhores lojas e sites, com todo nível de investimento possível. Bilhões de fotos populam a memória dos smartphones, HD dos computadores, CD/DVDs, Instragrams, Flickers,e toda gama de uploads na nuvem.

 

E fico pensativo sobre todo este arsenal de imagens: O que é feito delas? Pra que servem? Não se perdem? Não são erroneamente apagadas ou perdidas? Que qualidade tem? Fazem o real registro do momento que queríamos perpetuar?

Mesmo com a queda de preços de impressão (cheguei a ver anúncios de 1.000 fotos por 199 reais), as pessoas perderam o hábito de “revelar a foto”, vão acumulando e acumulando nas mídias digitais, todavia, muitas vezes, mal catalogadas e difíceis de serem encontradas, “comendo” megabytes de memória nos diversos dispositivos.

 

Acredito que tudo tem seu destino certo, sejam imagens descartáveis e rápidas para “curtir” o momento. Mas não tenho como não valorizar o esmerado trabalho profissional fotográfico, que prima pela luz correta, pela bela composição de impecável enquadramento, na locação escolhida com primor, com um precioso pós-processamento, com fotos escolhidas meticulosamente pelo cliente, impressas nos mais modernos laboratórios, em papel de excelente qualidade e brilho, encadernadas luxuosamente em álbuns 180 graus e personalizados, com capas de couro ou fotográficas, acondicionados em estojos de madeira com gravação das iniciais do cliente.

 

Este precioso trabalho vai decorar a mesa de leitura da sala ao lado de uma confortável poltrona, sob uma luminária que aquecerá o sabor de folear os melhores momentos da vida agora eternizados.

 

 

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