A edição na fotografia

November 8, 2015

 

 

Desde os tempos mais áureos da fotografia, a manipulação de imagens é possível. Mesmo nos tempos analógicos, técnicas e truques foram sempre usados com intuito de consertar, melhorar ou criar algum efeito na imagem fotografada, a isto damos o nome de edição.

 

Ou seja, toda e qualquer ação que possa alterar a imagem natural captada, pode ser considerada um tipo de edição.

 

Com o advento das novas tecnologias digitais e o uso de avançados softwares de edição, ficou possível toda sorte de alteração da imagem pixel a pixel. Amada e odiada por muitos, a edição fotográfica tem revolucionado a arte de fotografar. Muitos questionam que a mudança de variáveis deveriam ser imutáveis, tais como, adição e subtração de elementos, mudanças de cor, redimensionamento de objetos, entre outras reconfiguram a “verdade” fotográfica.

 

A ilustração fotográfica tem atendido os mais diversos mercados editoriais, suprindo a demanda de mídias e de canais de comunicação através dos mais diversos profissionais. A criatividade nunca teve tanto poder quanto nos dias atuais, fazendo da arte fotográfica insumo para as novas tecnologias, produtos e serviços.

 

 

A fotografia digital não mais persegue o click perfeito, permitindo centenas de clicks em busca da imagem ideal. Com ajuste de exposição, luz, cores, contraste, intensidade, brilho, nitidez e centenas de filtros prontos para serem aplicados a Arte de Fotografar tem tomado novas direções e aspectos que levam ao infinito o número de possibilidades de ajuste e de criação da imagem.

 

Crops (cortes) podem recortar áreas não interessantes, cores convertidas para tons de cinza, tratamento de pele, ajustes faciais e corporais em modelos, tornam a imperfeição uma quase perfeição.

 

É o marketing da imagem que expõem exatamente aquilo que o mercado busca para a venda e que o consumidor busca na compra. Corpos perfeitos, hambúrgueres gigantes, carros estilosos, espaços imensos, lugares magníficos, tudo a poucos clicks da câmera e do mouse.

 

É claro que a fotografia documental requer o realismo e a autenticidade do fato.  Então o “click perfeito”, é a busca do registro exato dos acontecimentos e não cabe (pelo menos não deveria) absorver qualquer atuação humana direta ou indireta.

 

O avanço da tecnologia tem trazido ao mercado câmeras com cada vez mais funções e melhorias, filtros automáticos, HDR, ajuste de balanço de brancos, incríveis ISOs com cada vez menos ruído, ou seja, uma coletânea incrível de artifícios pré-click que não podemos deixar de pensar se o click é mesmo o registro factual da imagem ou uma já editada versão do que o fotografo não viu pelo Viewfinder.

 

 

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